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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Encontro de almas

Quis entender,
Quis entender racionalmente,
O que era irracional.
Mostrar pro meu consciente,
Sem bater com o que o inconsciente dizia.
Reprimi,
Até que entendi.
Não se manda no coração,
É nenhuma jornada é em vão.
Encontro de almas,
Encontro de mãos,
Olhar profundo,
Parece que o ar custa a encher o pulmão.
Noite escura,
Alma se cura,
Encontro de almas na escuridão,
Da noite, 
Do porão. 
Cabana na floresta, 
Solidão, 
Para ninguém saber,
Ninguém fala,
Barulho de lábios se encontrando.
Corpo,
Saudade.
Saudades de um encontro que custou a acontecer.
Minutos que pareceram horas,
Errado que pareceu tão certo,
Amor inconsolável,
Indomável,
Que por fim,
Venceu a doma temporaria.
Amor que causaría danos,
E perdurou por tempos.
Separação temporária,
Olho no olho,
Encontro de almas.

Bom dia, boa tarde, boa noite! Mais um poema pra coleção :)
Malu

quinta-feira, 21 de março de 2019

Em que mundo vivemos? Vemos pessoas quando na verdade deveriamos ver humanos


Olhamos pro lado, vemos pessoas, olhamos pra baixo, pra cima, pra gente e continuamos vendo pessoas. Há pessoas em todo lugar e por que isso nos deveria importar? O que tem elas de tão importante assim? É a partir deste momento, que nos questionamos o por que é importante, é que se é respondido, vemos pessoas quando na verdade deveríamos ver humanos.

Uma bala, um grito, pronto, fim da vida. É justo tirar vida de pessoas? Mas e se na verdade a vida daquela que atira já lhe foi tirada a muito tempo? Até que ponto um corpo sem vida é permitido de tirar a vida que habita outro corpo? Vemos pessoas quando na verdade deveríamos ver humanos.

É política, é vídeo game, nada disso, é a vida que lhe foi roubada antes mesmo da morte, é a guerra que está sendo vivida e ninguém lembra. Vemos filmes de guerra, nos emocionamos, vemos as notícias, mais de mil mortos, de canal trocamos. É fácil trocar de canal, difícil é trocar de país. É fácil ter medo de uma guerra à vários quilômetros, é assustador quando ameaçam sua faculdade. É fácil ter medo de uma ameaça, é difícil ter medo de ir na escola, sair de casa, que invadam sua própria casa e lhe tirem a vida. Além disso, é fácil dizer que devemos ser humanitários, quando os imigrantes pedem auxilio para entrar, e temos medo de perder nossos empregos, vemos pessoas quando na verdade deveríamos ver humanos.

Quanto vale uma pessoa? Quanto vale um humano? Quanto vale a vida? As vezes milhões, centavos, uma discussão, uma negação ao seu direito básico. Até que ponto chegamos? Não questionamos nada, não nos movemos para ajudar. Uma ameaça é feita, um prédio é isolado com seguranças armados. Uma matança é feita, suicídio leva a melhor. Quando vamos parar de tratar violência com violência? Colocar profissionais da saúde mental na porta destes prédios? Educadores capacitados para o bem-estar? Um auxílio para a família? Tomar uma atitude de recepção, de acolhimento para aquele que mais o necessita. Vemos pessoas quando deveríamos ver humanos. Tornamos humanos em pessoas, quando deveria ser o contrário. Questionamos seus atos, quando na verdade, deveríamos questionarmos a nós mesmos e como contribuímos para aquilo. É fácil culpar uma pessoa, a vida dela nada vale, é difícil ver o erro de milhões de humanos. Vemos pessoas quando deveríamos ver humanos.

Caso alguém que leia precise deste acolhimento, estarei de portas abertas, as vezes uma palavra amiga é o que mais precisamos.
Malu Cabral

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Estamos tomando "Falsas decisões"?


Desde que nascemos, crescemos com a ideia de que temos que descobrir quem somos, encontrar a nós mesmos, e ao mesmo tempo nos são impostos varias crenças, projeções, sonhos e desejos frustrados de outros, dentro outras coisas. Eis que nós já nascemos sendo nós mesmos, e é tudo isso que nos leva a esquecer. Aquela criança que dizia desde pequena que queria ser isso, mas terminou sendo aquilo, talvez ela não mudou de ideia, talvez apenas seu pai, tio, tia, mãe ou avó lhe disse para o ser. Ou a mídia disse que era o que dava dinheiro, quem sabe de onde veio. E aquela pessoa nunca se questionou se foi algo imposto ou algo que ela realmente queria. Muitas vezes tomamos decisões que não são verdadeiras, são “falsas decisões”, você acha que sempre quis trabalhar com engenharias e números, mas na verdade toda a sua vida lhe foi ensinado que deveria aprender matemáticas e fazer algo que geraria dinheiro, afinal de contas, quanto da sua decisão é realmente sua? Você gosta de blusas rosas porque realmente gosta ou porque a mídia te falou que rosa é a cor da moda ou que é a cor que os famosos usam? Você emagrece por saúde ou porque te falaram que isso é o bonito e desejável? Decidir conhecer a si mesmo não é um trabalho pro futuro, para ir se isolar do mundo como no livro/filme “comer, rezar e amar” (apesar de as vezes ser necessário e pode tornar o processo mais profundo e fácil), é um exercício diário, começando por perguntas básicas, eu faço o que gosto? Minhas decisões foram e são realmente minhas? Vou comprar essa blusa porque gostei dela de verdade? Vou comer salada porque gosto ou para cumprir um standard de beleza que me foi imposto? Temos tantas vozes em nossa mente que não são nossas, se não coisas que nos foram ditas, que as vezes não reconhecemos a nossa própria. Achamos que não temos identidade, não sabemos quem somos, quando na verdade somente nos perdemos um pouco no meio de tanta informação desnecessária que nos foi jogada em cima. Si amar, é amar sua própria voz, e quem você é, sem precisar de toda essa bagagem extra de todo o resto do mundo. É poder se escuta sem que nada mais interfira, e estar feliz assim. É se escutar, e ver, que todo esse tempo, a resposta estava dentro de nós, bastava deixar de escutar o entorno e começar a escutar a nós mesmos.

Você se ama de verdade? Ou por que uma frase da internet te disse?

Boa noite, boa tarde e bom dia,
Malu